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Dr. Helmuth

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Dr. Helmuth

Mentor Espiritual do Grupo Anjos de Luz

Friedrich Wilhelm Heinrich Alexander Von Humboldt (Dr. Helmuth), o Barão de Humboldt, nasceu em Berlim, Reino da Prússia (atual Alemanha), em 14 de setembro de 1769, mais conhecido como Alexander Von Humboldt, foi um cientista de uma polivalência que poucas vezes se observou. Ele desenvolveu e se especializou em diversas áreas: foi etnógrafo, antropólogo, físico, geógrafo, geólogo, mineralogista, botânico, vulcanólogo e humanista tendo lançado as bases de ciências como a Geografia, Geologia, Climatogia e Oceanografia.

Alexander Von Humboldt foi um importante homem da ciência na sua época. Observador muito atento dos fatos físicos e biológicos viajou por quase toda a Europa, México, América Central, Colômbia e Venezuela.

A sua contribuição para a ciência em geral e para a geografia em particular foi de extrema importância: foi o fundador dos métodos de observação de quase todos os setores da geografia física; generalizou a utilização do barômetro para determinar as altitudes dos cortes geográficos e dos cálculos de altitude média para caracterizar o relevo; traçou o primeiro mapa de isotérmicas e mostrou o contraste entre as costas orientais e as costas ocidentais dos continentes; fundou a geografia botânica baseada na fisionomia das plantas e das suas relações com o solo e o clima; formulou e aplicou os dois princípios essenciais que fizeram da geografia uma ciência original e que mais tarde Emmanuel de Martonne designou por Princípio da Causalidade (ou Interdependência) e Princípio da Geografia Geral (ou Comparada).

A sua principal obra foi “O Cosmos”, onde explanou, por um lado, o elemento quantitativo colhido durante as suas viagens e, por outro, o elemento qualitativo da sua teorização. O elemento quantitativo era extremamente rico, pois Humboldt foi muito rigoroso e meticuloso nas suas observações e registros, abrangendo informações relacionadas com a temperatura atmosférica e do solo, pressão, ventos, marés, variações magnéticas, natureza das rochas, fauna e flora, etc.

Falecimento: 06/05/1859 – Berlin – Alemanha

Fatos curiosos sobre Friedrich Wilhelm Heinrich Alexander Von Humboltd

"Dentro de um homem pesquisador inteligente, racional e objetivo, existiu uma alma aventureira e um coração sensível."

Ficou órfão de pai aos 9 anos de idade e aos 20 anos fez sua primeira excursão científica que originou o estudo “Observações sobre basaltos do Reno”.

No período de 1792 a 1797 obteve um posto público como assessor de Minas em Berlim. Diante da ignorância dos mineradores em distinguir um mineral de uma rocha, Humboldt abriu uma escola de formação de mineradores que ele financiou com seus próprios recursos e realizou pesquisas para melhorar a segurança das Minas.

Na expedição pela América, Humboldt e seu amigo Bonpland decidiram caminhar por via terrestre ao longo dos Andes , a fim de evitar a ausência dos alísios, passaram doze meses em altitude através de vulcões. Com os pés sangrando se recusaram serem transportados em cadeiras fixas nas costas de índios.

No Equador, ganhou renome mundial ao escalar o Chimborgo, pico com 6.267 metros de altitude, considerado na época o mais alto do mundo.

Em suas viagens pela América observou como funcionava a economia colonial, feudal e escravocrata das colônias, fazendo críticas intensas a essa estrutura e sente revolta pela maneira como se vendem e se avaliam os escravos. Integrou fatores sociais, socioeconômico, políticos e da geografia econômica em suas pesquisas.

Durante suas navegações pela Amazônia, Humboldt e Bonpland (1800), foram presos pelos portugueses por 8 meses, acusados de tentar invadir e espionar o Brasil sob pretexto científico, para difundir ideias que influenciariam os súditos reais. Décadas depois foi convidado para arbitrar a respeito de um litígio de fronteira entre Brasil e Venezuela. Sem guardar rancor Humboldt votou a favor do Brasil. Dois séculos depois, como forma de saldar a dívida histórica, um grupo de cientistas brasileiros completou a missão que seria desse grande cientista.

Como diplomata e conselheiro privado do rei austríaco (1830-1848) utilizou de sua função para militar pela emancipação dos judeus e pela abolição do servilismo na Prússia, enquanto o rei o utilizava como enciclopédia ambulante. Devido suas ideias liberais era antipatizado em Berlim.

O trabalho de Humboldt influenciou muitos pesquisadores como Charles Darwin e ao final de vida, identificou mais 60.000 plantas.

Ao perder o irmão, que morreu nos seus braços, lamentou ter “perdido uma metade de si mesmo”, o que entristeceu os últimos anos de sua vida.

“Maior elogio que possa ser feito a Alexander Von Humboldt do que dizer que, ao tentar, e não em vão, representar o Universo, ele conseguiu de maneira ainda mais perfeita representar sua própria inteligência compreensiva”.

“Solidão, magnificência do céu austral, calma das florestas vincularam-se tanto ao meu trabalho, ao qual dediquei mais tempo de minha estada no novo continente do que deveria, devido à grande diversidade dos objetos que rodeiam o viajante”. Assim se expressou Humboldt em relação à América.

Após sua morte, seus amigos e colegas criaram a Fundação Alexander von Humboldt para manter o generoso apoio de Humboldt a jovens cientistas. A fundação recebe apoio do governo alemão e tem um papel importante na atração de pesquisadores estrangeiros à Alemanha, possibilitando também a pesquisadores alemães trabalharem no estrangeiro por um determinado período.

Fonte:
HUMBOLDT, von Alexander e BONPLAND, Aimé. Reise in die aequinoctial-Gegenden des neues Continents. Wien: Impresso e editado por Carl Gerold, 1844, 4 volumes.
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/
Revista : Discutindo geografia, número 13
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